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Dia 9: Filme Clássico

Um filme não precisa ser necessariamente antigo para ser elevado ao status de clássico, afinal um filme clássico sobrevive através dos anos e continuam sendo referência para outras gerações, não importando o ano de seu lançamento.

Apesar de ter muitos títulos de que me considero fã, a escolha de hoje também foi relativamente tranquila, e desde a concepção do desafio já sabia que minha escolha de hoje seria Mary Poppins.

O filme, lançado em 1964, é uma produção da Disney baseada no primeiro livro da série de oito livros infanto-juvenis escrito pela australiana Pamela Lyndon Travers, publicado em Londres em 1934. Walt Disney demorou mais de 25 anos para conseguir os direitos autorais do livro, só conseguindo esse feito no final da década de cinquenta. Para os fãs de Mary Poppins, foi lançado em 2013 o filme “Walt nos bastidores de Mary Poppins” que é focado durante esse período de negociações.

O filme se passa em Londres, no ano de 1910, e a história tem ponto de partida quando a família Banks encontra dificuldades em conseguir uma babá para os seus filhos, por elas sempre desistirem de seus cargos, até que uma noite quando os pais redigem uma carta a procura de uma nova babá, a filha aparece com uma carta relatando como seria a babá perfeita para ela, e esta chega as mãos de Mary Poppins, que era exatamente como a descrita por Jane, além de possuir poderes mágicos levando muita música, magia e diversão transformando a vida de toda a família.

A escolha de Julie Andrews para o papel de Mary Poppins foi acertada, tendo a atriz ficando marcada por interpretar babás em sua carreira, além de ter ganhado o Oscar por sua interpretação.

Hoje, considerado um clássico, o filme povoa até hoje o imaginário de muitas pessoas, tendo várias referências do filme lembradas até hoje, como por exemplo, a cena icônica de quando Mary Poppins chega à casa da família Banks voando em sua sombrinha, ou então a palavra Supercalifragilisticexpialidocious, afinal quem não tentou reproduzi-la com maestria?

Um dos exemplos de como Mary Poppins continua servindo de referência com o passar dos anos aconteceu no filme “Duas de Mim”, de 2017 onde a atriz Stella Miranda, interpretou uma doceira que oferece um bolo mágico para Suryellen, personagem de Thalita Carauta. A personagem, além de ser muito enigmática, tem referências estéticas que lembram muito a imagem de Mary Poppins.




Ano passado, durante a minha viagem a Los Angeles, tive a sorte de ter conseguido tirar foto com a Mary durante minha primeira visita à Disney.





Agora, no final de 2018, será lançado nos cinemas, depois de cinquenta e quatro anos da estreia a continuação de Mary Poppins, que acontece durante a “Grande Depressão”, centrada em Jane e Michael, personagens que eram as crianças do filme de 1964 que precisam novamente da ajuda da babá depois de sofrerem uma perda. Assisti ao trailer, e fiquei bem ansiosa pela continuação. 

Trailer de 1964



Trailer de Mary Poppins Returns




Dia 7: Melhor ator/atriz 

Desde que optamos por fazer este desafio, acho que a escolha de hoje foi a mais tranquila para mim, desde um primeiro momento já sabia sobre a atriz que escolheria e qual seria o filme que comentaria.

Minha trajetória com Stella Miranda é longa, e desde que me tornei sua fã em 2007, eu fiquei encantada pelo trailer de Polaroides Urbanas, no qual Stella participava.

Encantada pelo pouco que vi no trailer comecei a pesquisar a procura de alguma notícia sobre o filme, que aparentemente apesar de ter sido filmado em 2006 não tinha uma data certa ainda para estrear. Entretanto, numa daquelas pesquisas descobri que a personagem da Stella se chamava Dulce, e que era baseada numa história real, onde Falabella se inspirou numa senhora que conheceu durante uma de suas peças de teatro, o que fez com que minha curiosidade acerca da personagem aumentasse ainda mais.

Em fevereiro de 2008, o filme finalmente estreou, entretanto eu tive que esperar até abril para que o filme finalmente estreasse no cinema da cidade vizinha. Guardo essa oportunidade com carinho até hoje, por ser a primeira de muitas vezes que vi algum filme com Stella no cinema.

O filme, roteirizado e dirigido por Falabella, foi uma adaptação de um monólogo escrito pelo mesmo, chamado “Como encher um biquíni selvagem”, na época estrelado por Claudia Jimenez interpretando dez papéis.

Apesar de ser um filme com bastante personagens, todos de alguma forma tiveram destaque na trama, que mostrava pequenos recortes do cotidiano, mostrando os personagens lidando com conflitos internos durante quarenta e oito horas. O ponto forte da narrativa é que essas histórias se interligavam, criando um bonito laço.

Dulce, papel de Stella, eu a descreveria como uma mãe, no sentido fiel da palavra, que por ter perdido a filha sente a necessidade de acolher todas as jovens que passam por problemas, mesmo que ela nunca cicatrize suas próprias feridas. Com a Dulce, notei mais profundidade, enxerguei nela muito da própria Stella, acho que por isso a personagem ter ficado marcada para mim mesmo se passando dez anos da estreia.

“Você quer um sonho? Um sonho não se nega a ninguém”, na cena ela oferecia um simples sonho de padaria, entretanto carregava uma profundidade muito maior do que o doce que ali vendia, ela devolvia esperança a todas aquelas jovens, ela continuava sendo mãe, era essa a sua missão.





Trailer:


Stella Miranda, cena Polaroides Urbanas



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